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16 de outubro de 2011

A rua e os comentadores coincidem nas preocupações face à crise

As manifestações que tiveram lugar ontem, nas 951 cidades em mais de 80 Países são um sinal claro do mal estar que se vive à escala global face à crise que vivemos. A ditadura dos mercados financeiros esta na origem da crise e só há uma forma de a enfrentar: uma resposta política à escala global. A Europa tem que fazer o seu trabalho e juntar se aos que, no resto do mundo, nomeadamente as economias emergentes e as forças progressistas americanas, com Obama à cabeça, têm vontade e determinação para construir um novo paradigma para a economia mundial.
Bom seria que na próxima cimeira do G20 a Europa desse sinais claros de que tem uma solução europeia para as dividas soberanas.
Nao estou muito crente em que isso aconteça. Mas os lideres europeus, incluindo os portugueses, depois nao se podem queixar, da mais que provável radicalização dos movimentos sociais.
É urgente perceber que a terapia que esta a ser usada para enfrentar a crise, nomeadamente na Europa e em Portugal, conduzirá à asfixia e, por isso, ao agravamento da crise.
Para quem achar que nao deve ouvir a rua, pelo menos que ouça os fazedores de opinião e os seus comentários na imprensa. Opiniões avisadas em todo o mundo alertam para os perigos que correm e apresentam caminhos alternativos.
Recomendo, sinceramente, a leitura do insuspeito Expresso desta semana. O sentido de todos os comentários, desde os comentadores mais à direita, ate aos mais à esquerda, passando pelo próprio editorial, é todo no mesmo sentido: um forte alerta para o perigo evidente de morremos da cura.
Por todos, recomendo a leitura do lúcido e acutilante artigo de Nicolau Santos que coloca, com justificada "raiva a nascer-lhe nos dentes", o dedo na ferida.
É tempo de olhar mais longe do que a ponta dos nossos dedos e de ter uma visão que, nao deixando de dar atenção à necessidade do controlo das contas publicas e da divida, seja capaz de não se ficar por aí.
Como refere Nicolau Santos, é preciso assumir que, no caso de Portugal e de outros Países que enfrentam problemas, precisamos de mais tempo para o ajustamento e de mais algum dinheiro e mais barato, para dar vida à nossas economia e, assim, podermos sair da crise sem morrer no caminho.
E isso só poderá acontecer no quadro de uma resposta europeia.

1 comentário:

Luis Manuel Silvestre disse...

Olá Alexandre. O teu alerta pode ir inteirinho para o PS neste momento.