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28 de fevereiro de 2010

MÁRIO CRESPO E MEDINA CARREIRA

O Dr. Medina Carreira tem, insistentemente, pedido um programa de 1 hora de televisão, para explicar a única verdade sobre o mundo, que é, naturalmente, a sua. Tanto pediu que a SIC lhe fez a vintade e criou o "Plano Inclinado", moderado por Mário Crespo.
Tem 1 hora por semana para dizer o que lhe apetece e, diga-se em abono da verdade, sem ninguém que exerça o contraditório. Nem Mário Crespo, que tanto fosta de fazer esse papel, confronta as suas opiniões.
Pois bem, ná última edição do PI voltou a desafiar a SIC a dar-lhe essa tal hora. Mas agora exige que eja no canal generalista. Lá perisistente é, não se pode negar.
Mas será que as várias horas que já leva de PI não lhe chegam para explicar o que pensa? E será que Mário Crespo não deveria ter-lhe dito que tem este programa para dizer o que pensa?
É que o Dr. Medina Carreira só discorda. Nunca o ouvi dar uma ideia de como resolver os problemas. E o Mário Crespo não deveria, como jornalista, ser mais interventivo no sentido de o confrontar, contribuindo para clarificação do seu pensamento?
Mas enfim..face ao desafio de 1 hora no canal 3, Mário Crespo sorriu e não disse nada. Mas aceitou, de imediato, fazer um convite público, sob a forma de "ultimato", para que o Primeiro Ministro aceitasse ir ao PI para ser entrevistado pelo Dr. Medina Carreira..
O Mário Crespo acha mesmo que o Dr. Medina Carreira poderia entrevistar o PM? Será que estamos perante um jornalista? sim, porque não me passa pela cabeça que alguém pense que seria normal o PM aceitar um debate com o Dr. Medina Carreira.

27 de fevereiro de 2010

ELEIÇÕES PS DE SANTIAGO DO CACÉM

Estive hoje presente no lançamento da candidatura do João Nazaré para Presidente da Comissão Politica do PS de Santiago do Cacém. Foi uma sessão simples mas importante e cheia de significado. Iniciou-se um caminho que pretende dotar o PS de Santiago de uma nova Comissão Politica, desta vez dirigida, como espero, por um jovem determinado e com vontade de dinamizar, unir, reforçar e alargar o PS, preparando-o para a construção de um caminho que permita preparar a alternativa socialista para o Municipio.
Gostei da apresentação do candidato, tanto pelo que disse, como pela forma como o disse.
Estou esperançado que esata candidatura, que conta com o meu apoio sem reservas, consiga sair vencedora e, a partir daí, se inicie o trabalho necessário para reunir o Partido e reforçar a sua intervenção no Municipio.
Gostei de lá ver o Fernando Costa, velho militante socialista e seu fundador. Espero que a sua presença seja um incentivo para todos os que querem ajudar edificar o PS que Santiago merece e precisa.
Agora é a hora de, com respeito e camaradagem socialista, confrontar ideias e projectos. No dia 10 de Abril é a hora de os militantes dedcidirem que equipa querem para dirigir o Partido. No dia 11 de Abril é tempo de, em torno da equipa vencedora, arregaçar as manggase partir para o trabalho a pensar em Santiago e nas eleições de 2013.
Vamos a isso

10 de fevereiro de 2010

O Público e "pressão do PS" sobre Sócrates

Ainda propósito da revelação de conteúdos de escutas no âmbito do processo face oculta, divulgadas pelo SOL e Correio da Manhã do passado fim de semana, numa clara violação do segredo de justiça, contra a qual não se ouve uma voz, o Público, de 9 de Fevereiro, publica uma notícia intitulada "Pressão sobre Sócrates aumenta", escolhendo, para lead da noticia, uma expressão sintomática do tipo de jornalismo que se vai fazendo. Diz o Público que "A pressão sobre o primeiro-ministro para esclarecer as alegações sobre o controlo dos media já se faz sentir dentro do PS".
Como sou militante socialista fui, naturalmente, ler com curiosidade o que se estaria a passar de tão relevante dentro do meu Partido que justificasse tal comentário, com honras de primeira página. Procurei e verifiquei que, afinal, esse PS se resume ao ex-deputado Ventura Leite que, segundo o Público, seria o único a ousar falar, embora não sendo uma voz solitária, defendendo "que Sócrates deveria abandonar o Governo".
Confesso que fiquei perplexo porque, de facto, o ex-deputado Ventura Leite, que eu saiba, representa-se a ele próprio e não tem, que se conheça, qualquer papel relevante no seio do Partido Socialista, a não ser o facto de ser militante.
Para além de lamentar as declarações de Ventura Leite, embora lhe reconheça o direito de livremente espressar as sua opiniões, lamento que se preste a este papel de fazer declarações que só são publicadas porque dão jeito para justificar uma tese, a saber, que o descontentamento graça dentro do PS. E lamento, ainda mais, que um jornal como o Público, confunda a opinião de um ex-deputado, que se tornou conhecido no Parlamento, não tanto pelo que fez, mas por ter "ousado" ter uma posição critica relativamente a um dossier concreto, com a voz de um qualquer grupo de "amordaçados" dentro do PS que teriam , nessas declarações individuais, o eco do seu pensamento reprimido.
A verdade não é assim. As declarações de Ventura Leite responsabilizam-no a ele, e só a ele, e o Público sabe que o ex-deputado não representa ninguém, a não ser ele próprio.
Lamento que se faça este tipo de jornalismo. E que haja quem se preste a alimentá-lo.

1 de fevereiro de 2010

Presidenciais: Manuel Alegre e o PS

Sou socialista e sou daqueles que acha que o povo, quando vota, toma decisões inteligentes, mesmo quando escolhe caminhos diferentes dos meus. E, em democracia, as decisões repeitam-se. Nas últimas eleições presidenciai gostaria que os resultados tivesse sido outros. Por isso apoiei e votei Mário Soares. Os portugueses fizeram outra escolha e, tal como Manuel Alegre, não deixei de dormir descansado por isso.
Nas próximas eleições gostaria que elegessemos um Presidente da área socialista. E penso que poderemos aspirar a isso.
Como dizem muitos comentadores, Cavaco Silva é provavelmente o primeiro presidente que pode não ter, à partida, a reeleição segura. Estou de acordo com isso. Mas também sou dos que pensa que tal só acontecerá se, à esquerda, houver a inteligência para encontrar, rapidamente, o candidato em torno do qual se estruture um caminho de vitória.
Não há, em minha opinião, outro candidato desta área política que reúna, hoje, condições para protagonizar essa alternativa, para além de Manuel Alegre. Por isso apoio a sua candidatura se ela vier, como tudo indica, a concretizar-se.
A vitória de Manuel Alegre será possível se a sua candidatura conseguir unir toda a esquerda, todo o PS e, ainda, alguns sectores do Centro politico que não se revêm em Cavaco Silva.
Para que isso aconteça não pode a sua candidatura ser confundida com uma candidatura do BE porque, tal como alerta Pedro Silva Pereira, em entrevista ao Expresso, "Ninguém ganha as presidenciais com o Bloco em cima".
A questão que se coloca é, precisamente, saber como assegurar que a candidatura de Alegre tenha a abrangência necessária e não se deixe acantonar em espaços marginais.

Em meu entender isso dependerá muito do próprio candidato e das mensagens que conseguir transmitir. Precisamos de um candidato com alma, e Alegre tem-na de sobra, mas que, ao mesmo tempo, se assuma como candidato do mainstream do regime democrático e não das suas margens.
Mas este projecto só será possível se o PS , e os sectores deste mesmo mainstream, se envolverem e participarem activamente na sua candidatura. E devem fazê-lo, em meu entender, quanto antes. As dinâmicas destes processos têm vida própria e chegar demasiado tarde ao movimento pode deixar que se criem sulcos dificeis de superar.
Por tudo isto sou de opinião que o PS deve tomar uma posição clara de apoio à candidatura, tão rapidamente quanto possível. Sei que os timings politicos do PS não podem deixar de ter em conta as necessidades da governação e que antes da aprovação do orçamento não será desejável dispersar atenções. Manuel Alegre poderia ter tido em conta este facto para anunciar a sua decisão. Não o fez e não terá, por isso, andando da melhor forma. Por isso tem, agora, a "obrigação" de tentar ajustar os seus timings com os dos que são decisivos para o sucesso da sua candidatura. Ainda estamos a tempo de garantir que não se cometam erros que podem ser fatais para o projecto de levar Alegre, enquanto representante do socialismo democrático, à Presidência da República.