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20 de abril de 2011

Aeroporto de Beja liga Alentejo a Cabo Verde

Aeroporto de Beja tem hoje o se primeiro voo comercial. Um voo dos TACV que ligara Beja a Cabo Verde.
Estão de parabéns todos os que tornaram possível este investimento e, hoje, a Câmara de Ferreira. e o seu Presidente Aníbal Costa, pela iniciativa de promover este voo. Um voo da lusofonia
Depois do Alqueva o Aeroporto. Dentro de pouco tempo o IP8 estará concluído, o Porto de Sines continua a crescer em capacidade e em tráfego. Os investimentos na plataforma industrial de Sines não pararam e o aumento da capacidade da refinaria da Petrogal será em breve uma realidade. Os investimentos no Turismo no Litoral Alentejano, apesar das dificuldades do momento, la vão avançando. São boas Noticias para o Alentejo e para o Pais.

O BCE e as taxas de juro

Ninguém pára o BCE e a sua política monetarista, cega e obstinada, que tudo sacrifica ao controlo da inflação, mesmo quando se sabe que esta esta a ser provocada pelo aumento das matérias primas e não por pressões sobre o consumo?
Será que ninguém se incomoda com os efeitos que esta política tem nas economia europeia, especialmente nas economias periféricas? Há que dizer basta.
Bem sei que a politica do BCE radica no mandato que os fundadores lhe conferiram. Mas então e onde está a política senhores? A economia é uma questão séria demais para ser deixada a critérios económicos, ainda por cima discutíveis. A Reserva Federal Americana tem outra politica. E não consta que seja dirigida por quem não sabe o que faz.

FMI e UE: que diferenças?

A avaliar pelo que vem a publico sobre as posições do FMI e da UE relativamente à receita a aplicar a Portugal, parece que ainda vamos ter razoes para ficar agradecidos ao FMI, que defende um período mais longo para o ajustamento orçamental e para o pagamento do empréstimo, com juros significativamente mais baixos do que o que é defendido pela UE. Isto a vida reserva nos cada surpresa

De independente e "militante" de movimentos civicos, a obcecado por um lugar de Estado

Fernando Nobre reafirma, em declarações ao Expresso de hoje, que " se não for eleito Presidente da Assembleia da Republica renuncia ao mandato". Com esta afirmação revela varias coisas. Em primeiro lugar, não percebe nada do que é a AR e que nao percebeu que nestas eleições não se elege o PAR, mas sim deputados. Ora Fernando Nobre afirma que não quer ser deputado, dai o aviso que nunca assumirá o lugar. Para quem apregoa a verdade e a transparência da política, não esta mal. Os cidadãos ja sabem em quem nao votar. Votar em alguém que não quer ser deputado seria uma grande maldade que se faria a um cidadao
Em segundo lugar, ao anunciar que irá apresentar um programa político para o cargo, revela, mais uma vez que não sabe onde está. Alguém, no PSD, tem que fazer a boa acção de lhe dar umas aulas de alfabetização política, para lhe ensinar que o PAR é escolhido pelos seus pares e que a sua mais nobre função é assegurar o normal funcionamento da AR, para que os deputados e os Partidos aí representados, exerçam, em boas condições, os seus mandatos e as suas competências. A hipótese de ter um PAR, que não tem a mínima ideia do que é um Parlamento, seria , no mínimo, uma grande irresponsabilidade.
Em terceiro lugar, e talvez isso seja o mais grave, revela um traço de carácter que não se coaduna com a função de deputado, quanto mais de PAR: revela um perfil autoritário e elitista, com completa ausência de sinais de humildade democrática, desrespeitando, e anunciando-o antecipadamente, que se esta nas tintas para as decisões soberanas dos eleitores.
Estes traços ja se evidenciavam durante a candidatura presidencial, mas agora foram ampliados com a soberba do lugar, a conquistar às costas de um Partido, depois de ter assegurado que jamais aceitaria candidatar-se numa lista partidária.
Todos podemos mudar de opinião, mas em 15 dias e sobre questões tão serias é demais.
A vaidade, por vezes cega. E aqui a razão da cegueira é um pouco mais que isso: neste caso a vaidade surge associada a tiques de autoritarismo, impreparação e oportunismo. A democracia ja tem problemas demais para resolver. Não nos façam perder tempo com mais estes. Por favor.

PSD e Nobre com problemas de comunicação

Afinal parece que, mais uma vez, a baralhada em torno da candidatura de Fernando Nobre a PAR é um prblema de comunicação. Por favor tratem de arranjar um professor de comunicação e de comprar um dicionário. É que renunciar ao cargo de deputado, se não for PAR, é uma expressão clara que não deveria precisar de intérprete.
É que contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que uma proposta ou decisão foi anunciada sem precisar de varias declarações adicionais para corrigir a primeira versão .
É, por estas e por outras, que o PSD não conseguira merecer a confiança dos portugueses, por mais decifradores, como foi agora o caso de Leite Campos, que mobilize para corrigir o que os originais disseram.
O discurso político tem uma exigência de clareza, porque não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão.

Indignação e Solidariedade de Ramos Horta sobre a situação portuguesa

"As minhas propostas e iniciativas não nasceram apenas do sentimento de solidariedade que temos por Portugal. Nasceram também da indignação pelo comportamento dos senhores que dominam os meios financeiros mundiais"
São palavras de Ramos Horta, Presidente de Timor-Leste a propósito da crise portuguesa. Em linha com a analise de Robert Fishman, defende que Portugal não precisaria de resgate se tivesse havido uma intervenção clara das instâncias europeias acompanhadas pela compra de divida portuguesa por parte dos Timor, Angola e Brasil.
Portugal estava a fazer o seu trabalho, a economia portuguesa apresentava sinais de recuperação e, por isso, apresentava uma situação credível para assumir os seus compromissos.
Vale a pena ler o artigo hoje publicado no Publico.
E quem, como os partidos da oposição, com especial destaque para o PSD, provovocouba crise política em que estamos envolvidos e, com isso, travou um caminho que estava em curso, acabaram por fazer o jogo dos mercados e tornando inevitável o pedido de assistência financeira.
Devem, agora, assumir as suas responsabilidades.

A visao tecnocratica do BCE nao é boa para enfrentar a crise

Confesso que me inquieta saber que quem esta a negociar o problema português, pelo BCE, revele uma posição tão tecnocratica sobre as causas da crise das dividas soberanas, expressa na entrevista de hoje no Publico. E espero que, quer ao nível da administração do Banco, quer ao nível político dos estados membros, se diga a estes senhores que há mais vida para alem do deficit e das crises. E que a leitura estreita da técnica não é a única forma de olhar para as coisas. Não entendo, sequer, como é que estas coisas podem ser deixadas nas mãos de quadros superiores do BCE, quando o que esta em causa é a política econômica da Uniao e dos Estados Membros. Ainda por cima há outras alternativas, que estão disponíveis, que apontam para prazos mais alargados para o pagamento do empréstimo que esta a ser negociado e, por isso, permitiriam um prazo mais confortável para o ajustamento orcamental. Como defendem alguns no FMI. Haja bom senso e política no posto de comando.

Finlândia e Portugal: Oportuna reflexão de Seixas da Cosa

O nosso embaixador em Londres, Francisco Seixas da Costa, já nos habituou a excelentes artigos no seu blog, em que demonstra uma superior qualidade de análise. Fá-lo tratando coisas complexas de forma muito simples e acessível a todos. Como escreve muito bem, fala de coisas sérias contando histórias. E como tem muita vida, nomeadamente nos corredores e jardins da diplomacia, tem sempre uma história para contar.
Agora, recorda uma história, dos corredores da diplomacia, passada com um colega Finlandês, recordando momentos em que a Finlândia precisou, e obteve, a solidariedade portuguesa,. Recorda-a e, muito justamente, embora sem perder a boa educação e o registo diplomático, cobra ao seu colega lembrando-lhe que a solidariedade é um caminho de dois sentidos.
Obrigado Francisco Seixas da Costa pelo registo que nos deixas.
A história faz-se destas coisas.