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6 de março de 2011

concertação estratégica no PS

São várias as vozes que se têm manifestado em defesa de uma inevitável concertação estratégica entre os partidos do arco de governo, especialmente entre o PS e o PSD, tendo em vista encontrar soluções de médio prazo para enfrentar a crise que atravessamos.

Na última semana foi a vez de Jorge Sampaio. Afirmando que Portugal está "em apuros", aponta que a solução deverá passar pela capacidade de as principais forças politicas para criarem " uma plataforma de entendimento" para os próximos dez anos, não só "para sanear as finanças públicas" mas também para a execução de um "plano de crescimento a médio prazo".

Esta concertação estratégica é, a meu ver, indispensável e imperativa.

Contudo ela só será útil se não significar a criação de um pântano politico que poderia ser criado se significasse a diluição dos projectos políticos dos partidos envolvidos nesse esforço patriótico, em torno de um qualquer centrão tecnocratizado.

Para que haja concertação é indispensável uma clarificação clara dos campos para que a negociação se possa fazer sem rodeios e sem fintas. Para que todos saibamos onde estamos a ceder e onde estamos a criar pontos de entendimento.
Sou dos que pensa, e o disse aqui, que foi importante a afirmação clara de uma opção liberal por parte da liderança de Passos Coelho. Isso clarifica e , ao fazê-lo, ajuda ao dialogo.
Do lado do PS também há ideias claras sobre o caminho a seguir.Temos uma declaração de princípios que é clara na delimitação dos nossos caminhos.
Sou de opinião, contudo, que importa construir uma proposta mais pragmática para enfrentar a situação actual.Precisamos de ajustar respostas para enfrentar com sucesso a situação no País e preparar melhor a nossa posição na União Europeia e no movimento socialista.

E para que isso aconteça é, igualmente, imperioso que haja capacidade de concertação estratégica no interior do próprio PS, contando, para este grande desafio, com todos os que têm opinião e experiência. A reformulação do programa politico do PS, no quadro da sua declaração de princípios, não pode, nem deve, ser feita com a dispensa de qualquer uma das sensibilidades que constituem a família socialista.

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