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3 de maio de 2010

A CRISE E AS AGÊNCIAS DE RATING

Não sendo um especialista, corro o risco de não ter todos os elementos para emitir opinião fundada sobre o tema. Mas confesso que simpatizei com a ideia da Sra. Merkel de criação de uma Agência Europeia de Notação. Que poderia. a meu ver, ser pública, com garantias reais de independência. Percebo as preocupações do meu amigo Luis Nazaré quando levanta reservas a Agências Públicas. Mas penso que ele me acompanha na ideia de que uma Agência Pública também pode ser independente. Há formas de o conseguir. Por exemplo, criando mecanismos exigentes de selecçãlo dos seus membros, assegurando que tivesse obrigatoriamente especialistas de todos os estados membros da UE, sujeita ao controlo de uma efectiva entidade reguladora, por exemplo.
Mas o que me parece interessante na proposta de Merkel é o potencial que a mesma encerra de, não impedindo os serviços privados de consultoria, que é a origem das actuais agências de rating, fazer-lhes concorrência no camo em que vieram a afirmar-se. De facto, ter, como únicos agentes influenciadores dos mercados, empresas privadas é algo que temos que ultrapassar. Uma agência europeia teria, ainda, um outro efeito: introduzir um olhar europeu, concorrente com o olhar americano, como também alertou Luis Nazaré no prós e contras desta noite.
Mas, seja como for, importa que a Europa se possa munir dos instrumentos que lhe permitam enfrentar a situação actual. Esta proposta é uma. Mas não chega. É PRECISO MAIS EUROPA E MAIS SOLIDARIEDADE EUROPEIA, EM DEFESA DA EUROPAR NO SEU TODO.

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