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20 de abril de 2011

A visao tecnocratica do BCE nao é boa para enfrentar a crise

Confesso que me inquieta saber que quem esta a negociar o problema português, pelo BCE, revele uma posição tão tecnocratica sobre as causas da crise das dividas soberanas, expressa na entrevista de hoje no Publico. E espero que, quer ao nível da administração do Banco, quer ao nível político dos estados membros, se diga a estes senhores que há mais vida para alem do deficit e das crises. E que a leitura estreita da técnica não é a única forma de olhar para as coisas. Não entendo, sequer, como é que estas coisas podem ser deixadas nas mãos de quadros superiores do BCE, quando o que esta em causa é a política econômica da Uniao e dos Estados Membros. Ainda por cima há outras alternativas, que estão disponíveis, que apontam para prazos mais alargados para o pagamento do empréstimo que esta a ser negociado e, por isso, permitiriam um prazo mais confortável para o ajustamento orcamental. Como defendem alguns no FMI. Haja bom senso e política no posto de comando.

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