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28 de setembro de 2011

Autoeuropa-boas noticias de Palmela

Boas Noticias de Palmela. A Autoeuropa aumentou, até Agosto, em 53,2%, a sua produção em termos homólogos prevendo um crescimento anual de 20 a 30% face a 2010, o que corresponde a 134 mil carros a produzir em 2011.
O futuro parece assegurado, sendo que para isso não será irrelevante o facto de, ainda este ano, se começar a fabricar o modelo Sharan para o mercado chinês.
Refira-se ainda que a fabrica tem vindo a aumentar a incorporação nacional, sendo de 60% o peso dos produtos portugueses, o que significa uma compra anual de 500 milhões de euros a fornecedores nacionais.
Outro motivo de satisfação é o aumento de emprego que, em 2011, subiu 8% face a 2010.
A inteligência, com que trabalhadores e empresa têm sabido gerir o processo de consolidação da fabrica, é um bom exemplo para que todos deveriam olhar.

A propósito do 28 de Setembro. um video de um ano de revolução

A propósito do aniversário do 28 de Setembro fui encaminhado para um video da RTP sobre 1 ano de revolução, onde o assunto é tratado. Guardo-o aqui neste meu espaço par ap oder visitar sempre que precisar.

Reflectindo sobre as causas e as saídas para a crise

A crise que vivemos é grave. As suas causas são internas e externas e as soluções também. Dois bons textos no Expresso sobre as origens da crise-Miguel Sousa Tavares- e sobre as saídas - António Vitorino. Leitura recomendada. Há saídas. Assim a Europa acorde a tempo e nós saibamos fazer bem o que temos que fazer, resistindo ao excesso de zelo e evitando morrer da cura.


22 de setembro de 2011

Dívida pública online

Isto de ter um contador online da evolução da dívida pública de diferentes Países é muito giro. Não sei se isto é credível ou não, mas resolvi guardar para ir monitorizando.

21 de setembro de 2011

Dilma Russef fala alto na AG da ONU

Ouvir leituras lúcidas e inteligentes sobre a crise e as forma de lhe fazer frente é sempre bom. Quando essas leituras são feitas em português, sabem ainda é melhor. E quando isso é feito pela Presidente de um dos grandes da economia mundial, como é o caso do Brasil, sabe ainda muito melhor.
Pois é. Dilma Russef, Presidente do Brasil, falou sobre a crise, na Assembleia Geral das nações Unidas, e foi directa ao assunto.
Dizia ela, citando de memória, que a crise que vivemos é demasiado importante para que a sua resolução possa ser deixada nas mãos de meia dúzia de Países. A crise afecta todos e, por isso, tem que ser resolvida com o concurso de todos.
Acrescentou, ainda, que não é por falta de recursos financeiros que os países desenvolvidos não encontram soluções para a crise. É, sim, por falta de recursos políticos que impedem que se encontrem alternativas ao actual modelo de desenvolvimento.
É bom ouvir estas coisas tão simples, mas tão evidentes e necessárias, ainda por cima ditas em Português.
É isso aí Presidente Dilma.

Ligações Ferroviárias a Espanha

Está criada a confusão na questão das ligações ferroviárias a Espanha, quer da alta velocidade para passageiros, quer da linha de mercadorias. As noticias dos últimos dias davam conta de que o TGV iria avançar para evitar perder fundos comunitários e pagar indemnizações. A obra conheceria, contudo, alterações e ajustamentos que viriam, depois, a ser sintetizados pelo Ministro da Economia, como uma linha ferroviária mista, em bitola europeia, de alta prestação.
Há quem diga que o TGV acabará por se fazer e que estas nuances, à volta do nome, seriam uma forma de salvar a face do Governo face aos compromissos que assumiu em campanha.
Até pode ser que isso seja verdade.Mas a questão é que, por força desses swings, podemos estar a avançar com uma solução que não servirá para nada porque não é peixe nem carne.
A bitola europeia não serve para as mercadorias porque em Espanha estas rolam em bitola ibérica. Assim, podemos ter um TGV, que o governo diz não querer e, por isso, lhe chama agora "alta prestação" para o poder ter, sem perder a face, mas não ter a linha e mercadorias que é aquilo que o governo diz querer salvaguardar.
Para além disso importa relembrar, mais uma vez, que a linha de mercadorias, que servirá o portio de Sines,
para ser efectivamente útil, tem que prever a solução para o actual ramal Sines-Ermidas, cujo traçado importa rever, solucionando os conflitos que, à sua volta, entretanto surgiram.
Alguém tem que aclarar estas questão antes que seja tarde.

Linha ferroviária mista

Linha ferroviária mista de alta prestação, em bitola europeia, parece ser a alternativa do Governo ao TGV. Não pretendo discutir isso agora. Só gostava de saber como é que as mercadorias chegam, ao centro da europa, em bitola europeia se as linhas de mercadorias em Espanha são em bitola ibérica. Alguém me ajuda a perceber?Esta linha é fundamental para o porto de Sines,pelo que importa acautelar que a ligação seja mesmo a que permite aumentar a sua competitividade.

20 de setembro de 2011

Obama quer que os ricos paguem a crise. E por cá?

Do outro lado do Atlântico iniciou se a luta pelo controlo do deficit. Obama socorre-se do multimilionario Warren Buffet, que ficara gravado na história com a introdução da chamada regra Buffett no novo dispositivo legal, para fundamentar o aumento de impostos sobre os ricos.
A regra é simples: ninguém que ganhe mais de 1 milhão de dólares/ano deve ser taxado, proporcionalmente, do que a classe media. Trata-se de taxar de forma maia justa os rendimentos de capital que, tal como cá, têm um tratamento mais vantajoso do que os rendimentos do trabalho. Parece, portanto, simples e justo. Como veio defender Warren Buffett.
Desta forma evita-se confundir a taxação dos ricos com os impostos de quem tem um bom rendimento proveniente do trabalho que está, por sua vez, taxado, de forma progressivamente crescente, em sede de IRS.
Bem sei que o peso dos muito ricos nos EUA é significativamente superior ao que temos entre nós. Mas não ficaria mal que, por aqui e na Europa, fizéssemos o mesmo. Alguma coisa renderia e, com isso, poderíamos aligeirar os sacrifícios que se estão a pedir a todos os portugueses e à classe media.
Uma proposta deste tipo foi apresentada pelo PS e não se entende porque não se aprova.
Como dizia Warren Buffett não é esse aumento de impostos sobre os mais ricos, que vivem dos rendimentos do capital, que os faz não investir. Ate porque se não investirem ficarão menos ricos.