O António Costa, na Quadratura do Circulo de hoje, vê bem a questão das primárias no PS. Reconhece que a questão das primárias é sedutora mas não isenta de problemas..Mas uma questão que valerá a pena discutir tendo em vista alargar o universo da participação na vida dos partidos. É por isso que eu acho que o assunto deve ser discutido com calma, num momento pós-eleitoral, no quadro da reorganização do PS e da revisão dos seus estatutos. E isso vai acontecer. AJS, tendo uma proposta diferente de Assis, já se comprometeu em fazer essa discussão.
Será, seguramente, um debate interessante e inovador. Acho que se encontrará um modelo equilibrado que se ajuste ao facto de o PS ser um partido de militantes, mas também de eleitores. E que qualquer abertura tem que salvaguardar a defesa do Partido face às intervenção, na sua vida, de interesses estranhos ao projecto socialista. A definição do universo de participação não é, por isso, matéria pacifica, tal como o próprio processo de participação em decisões que, até agora, são monopólio dos órgãos dirigentes do Partido, aos seus diferentes níveis. Actualmente os militantes, directamente, não escolhem candidatos a qualquer cargo público. Quem o faz são os órgãos dirigentes, com excepção dos candidatos às Juntas de Freguesia que, aí sim, a decisão cabe à Secção de residência onde todos os militantes podem, formalmente, participar.
Por isso temos aqui um assunto que merece ser discutido. e vai sê-lo.
.