"As minhas propostas e iniciativas não nasceram apenas do sentimento de solidariedade que temos por Portugal. Nasceram também da indignação pelo comportamento dos senhores que dominam os meios financeiros mundiais"
São palavras de Ramos Horta, Presidente de Timor-Leste a propósito da crise portuguesa. Em linha com a analise de Robert Fishman, defende que Portugal não precisaria de resgate se tivesse havido uma intervenção clara das instâncias europeias acompanhadas pela compra de divida portuguesa por parte dos Timor, Angola e Brasil.
Portugal estava a fazer o seu trabalho, a economia portuguesa apresentava sinais de recuperação e, por isso, apresentava uma situação credível para assumir os seus compromissos.
Vale a pena ler o artigo hoje publicado no Publico.
E quem, como os partidos da oposição, com especial destaque para o PSD, provovocouba crise política em que estamos envolvidos e, com isso, travou um caminho que estava em curso, acabaram por fazer o jogo dos mercados e tornando inevitável o pedido de assistência financeira.
Devem, agora, assumir as suas responsabilidades.
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20 de abril de 2011
27 de fevereiro de 2011
O lugar da Alemanha na crise das dívidas soberanas
Esta e outras ideias sobre a crise actual podem ser lidas no El País, em entrevista de Niall Ferguson . Entrevista interessante, de um liberal, que coloca, a meu ver, o dedo na ferida. A actual crise enfrenta-se globalmente e não pode ser encarada como um problema dos Países do Sul.
"Los alemanes no pueden seguir pretendiendo que el problema no va con ellos. La crisis fiscal de la periferia europea es definitivamente su problema. Es el problema de sus bancos. Y es el problema de su economía: sus exportaciones van hacia esos países; sin la eurozona, si el marco existiera, Berlín tendría un problema fenomenal, con una apreciación de su tipo de cambio que acabaría de un plumazo con el superávit del que Alemania presume tanto. Por eso es tan desafortunada esa cacofonía de voces en la que desafina a menudo el discurso alemán."
"Los alemanes no pueden seguir pretendiendo que el problema no va con ellos. La crisis fiscal de la periferia europea es definitivamente su problema. Es el problema de sus bancos. Y es el problema de su economía: sus exportaciones van hacia esos países; sin la eurozona, si el marco existiera, Berlín tendría un problema fenomenal, con una apreciación de su tipo de cambio que acabaría de un plumazo con el superávit del que Alemania presume tanto. Por eso es tan desafortunada esa cacofonía de voces en la que desafina a menudo el discurso alemán."
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