Número total de visualizações de páginas

13 de maio de 2010

A crise e a responsabilidade patriótica do governo socialista

Vivemos mais uma crise e, mais uma vez, o Partido Socialista é chamado, a partir do seu Governo, a tomar medidas dificeis mas necessárias. Tal como noutros momentos da nossa hostória recente, o PS aqui está assumindo a s suas responsabilidades e enfrentando, de frente, os problemas que as nossas dificuldades de financiamento externo impõem.
Já o disse noutras ocasiões que, com uma Europa diferente, menos exitante e mais solidária, as coisas poderiam ser diferentes. Mas este não é o momento para essa discussão. É tempo de agir e aqui estamos mais uma vez.
As medidas apresentadas são duras e, porventura, algumas delas não serão as mais justas, como é o caso do aumento da taxa mais baixa do IVA, mas são necessárias e, apresentam uma preocupação de distribuição de sacrificios por todos.
Vamos viver, por isso, momentos difíceis.
A nova liderança do PSD soube estar à altura das circunstâncias e acompanhou o Governo nesta tarefa. Bem podia, o seu lider, ter evitado o pedido de desculpas. Mas enfim...
A coragem revelada pelo Governo, com a humildade demonstrada pelo Ministro das Finanças na entrevista de hoje à SIC, pedindo a compreensão dos portugueses, mostra que foi capaz de assumir uma responsabilidade patriótica.
Cabe-nos, enquanto socialistas, , apoiar, sem reservas, o Governo e, neste momento dificil, assegurar aos portugueses que estes sacrificos não serão em vão. Temos que assegurar que se tomarão as medidas que que minimizem os efeitos sobre os mais frágeis. Mesmo nos momentos dificeis importa que não esqueçamos que há diferenças entre nós socialistas e as outras forças politicas. E isso tem que ser visivel. Os portugueses percebem as dificuldades e sabem distinguir

A crise, a Europa e os remédios

Paulo Pedroso trouxe-nos mais uma oportuna e certeira reflexão sobre o problema da crise, actual que afecta a europa em geral e o nosso País em particular, e que está na origem das medidas de austeridade hoje anunciadas pelo Governo, com o apoio do PSD, apesar do, a meu ver inusitado, pedido de desculpas do seu lider.

E a questão é tão mais relevante quanto as medidas, que agora são tomadas pelo Governo Português, acontecem um dia depois de serem conhecidos os resultados da economia relativos ao promeiro trimestre. De facto, embora sem entrar em trinufalismos, a economia portuguesa mostrou que está a crescer e, por isso, as medidas agora apresentadas não estão relacionadas com o mau comportamento da economia, mas com a necessidade de acalmar os mercados financeiros.

Não sou economista e, por isso, posso não dominar todas as variáveis. Mas admito que os remédios, para enfrentar este ataque especulativo ao euro, poderiam ser outros. Soluções alternativas, em sentido diferente, implicariam, contudo, que a Europa tivesse outra visão e isso implicaria outros lideres e outras políticas. De facto, não é indiferente ter uma europa governada pela direita ou governada à esquerda.

Mas temos o que temos e os diferentes Países têm os governos que os seus cidadãos escolhem,

Noutra oportunidade - a propósito de um outro post de Paulo Pedroso sobre o recente anúncio de criação do Fundo Europeu ( o já chamado FMI europeu) e a decisão inédita do BCE de assumir a compra de dívida soberana, embora de forma indirecta, - dizia eu que, com essas medidas, aconteceu MAIS EUROPA. E essa é uma boa notícia. Mas para que essa noticia seja mesmo boa, importa que a mesma se aprofunde, através de paços concretos, com a construção de instituições europeias capazes de se assumirem como um verdadeiro governo europeu. E, como desafia Paulo Pedroso, que tenhamos a possibilidade de poder votar, neste caso contra, a Sra. Merkel.

Mas isto também não basta. Temos que, ao mesmo tempo, ser capazes de responder a uma pergunta simples: como queremos sair desta crise? com soluções, mesmo que europeias, de cariz neo-liberal, isto é, mais do mesmo, ou de cariz social-democrata?

Penso, sinceramente, que os problemas que afectam o mundo nos nossos dias, e também a Europa e Portugal, podem ter soluções mais amigas do desenvolviemnto e do bem estar dos Povos. Penso, sinceramente, que esta é, no mundo e na europa, a hora do socialismo democrático. As ideologias existem. E as escolhas são nossas.

Pensei que tinhamos aprendido com a última crise provocada pela subprime. Mas parece que não. Parece-me que Obama, com as ideias que trouxe para a maior economia do mundo e para a sociedade americana, anda muito sózinho. Deste lado do Atlântico não lhe dão ouvidos. Terá que ser assim?

11 de maio de 2010

Helder Costa fala do que sabe

Vou lá passar uma destas segundas feiras.. Para ouvir um amigo e um homem de cultura..que tem coisas para nos dizer. No Centro Interculturalidade

Aconteceu mais europa?

Como refere Paulo Pedroso, a partir do seu banco corrido, os lideres europeus poderão ter feito história no passado fim-de-semana. Com a sua decisão de criar um Fundo de Contingência para acudir a Países em dificuldades, fez-se, pelo menos, algo que se impunha:enfrentar a especulação financeira que se abate sobre o euro com ataques aos seus elementos mais frágeis.
Os primeiros sinais dos mercados parecem mostrar que resuktou. Pena é que só tivesse sido agora. Não poderíamos ter evitado alguns rombos que já produziram os seus efeitos?
Gostava de acreditar que, com este passo, se inicia um caminho que nos traga mais europa. Mas não basta mais europa. É preciso, também, melhor europa. Uma europa que seja capaz de, com determinação, rigor e inteligência, garantir a defesa do grande contributo europeu para a nossa civilização: o modelo social europeu que, precisando de ser modernizando e adaptando aos novos tempos, deve ser preservado e servir de exemplo para outras partes do mundo.
Mas para isso são precisas mais coisas. Nomeadamente na nossa famíia socialista e social democrata europeia. Com os ventos que sopram do outro lado do Atlântico, com Obama, bem que poderíamos enfrentar, de vez, aquilo a que Mário Soares chamou de "colonização neo-liberal" do socialismo europeu.
A ver vamos se estamos à altura de tal desafio.

A questão da paternidade do monstro

Para que se possa avaliar a questão do monstro. Um artigo já com algum tempo mas que vale a pena reter. Ricardo Reis deixa-nos informação para que cada um possa tirara as suas próprias conclusões.

7 de maio de 2010

SINAIS DE TEMPOS QUE IMPORTA EVITAR

O nosso amigo Paulo Pedroso está sempre atento e deixa-nos aqui um cartoon muito oportuno..para rir, mas também para reflectir..

FMI de José Mário Branco

Vale a pena ler os esclarecimentos de José Mário Branco, enviados a Daniel Oliveira, a propósito da publicação, na net, da sua maior "catarse cénica", com ele lhe chama: o FMI.
Tive o prazer de assistir ao vivo à sua primeira apresentação pública no Teatro Aberto, nas velhas instalações da Praça de Espanha. Algumas daquelas palmas também são minhas.
Aqui ficam os esclarecimentos e o texto completo com transcrição do próprio autor.
Obrigado José Mário Branco por nos teres dado este bocado de ti..

3 de maio de 2010

A CRISE E AS AGÊNCIAS DE RATING

Não sendo um especialista, corro o risco de não ter todos os elementos para emitir opinião fundada sobre o tema. Mas confesso que simpatizei com a ideia da Sra. Merkel de criação de uma Agência Europeia de Notação. Que poderia. a meu ver, ser pública, com garantias reais de independência. Percebo as preocupações do meu amigo Luis Nazaré quando levanta reservas a Agências Públicas. Mas penso que ele me acompanha na ideia de que uma Agência Pública também pode ser independente. Há formas de o conseguir. Por exemplo, criando mecanismos exigentes de selecçãlo dos seus membros, assegurando que tivesse obrigatoriamente especialistas de todos os estados membros da UE, sujeita ao controlo de uma efectiva entidade reguladora, por exemplo.
Mas o que me parece interessante na proposta de Merkel é o potencial que a mesma encerra de, não impedindo os serviços privados de consultoria, que é a origem das actuais agências de rating, fazer-lhes concorrência no camo em que vieram a afirmar-se. De facto, ter, como únicos agentes influenciadores dos mercados, empresas privadas é algo que temos que ultrapassar. Uma agência europeia teria, ainda, um outro efeito: introduzir um olhar europeu, concorrente com o olhar americano, como também alertou Luis Nazaré no prós e contras desta noite.
Mas, seja como for, importa que a Europa se possa munir dos instrumentos que lhe permitam enfrentar a situação actual. Esta proposta é uma. Mas não chega. É PRECISO MAIS EUROPA E MAIS SOLIDARIEDADE EUROPEIA, EM DEFESA DA EUROPAR NO SEU TODO.